quinta-feira, 27 de agosto de 2026

A Força Superadora do Trauma


Nas últimas postagens, compartilhei algumas reflexões inspiradas em situações reais de sofrimento vividas por familiares e por pessoas com quem mantenho profundo vínculo afetivo.

Embora cada história tratasse de experiências traumáticas com características distintas, percebi que havia um elemento comum em todas elas. Mais do que o trauma em si, o aspecto que mais me chamou a atenção foi a extraordinária capacidade do ser humano de superar a dor e continuar lutando pela concretização de seus ideais.

Nesta postagem, o trauma constitui apenas o pano de fundo para abordar aquilo que considero essencial: a força superadora, muitas vezes silenciosa e invisível, que permite transformar o sofrimento em crescimento e preservar o projeto integral de vida. Foi a percepção dessa força que me levou a escrever esta reflexão.

Quando falo em preservar o projeto integral de vida, não me refiro apenas à recuperação física ou ao retorno às atividades habituais. Algumas perdas poderão ser permanentes. Refiro-me ao desenvolvimento do ser humano em todas as suas dimensões: física, mental, emocional, social e espiritual. Mesmo quando uma delas é profundamente atingida, as demais podem continuar evoluindo, abrindo novos caminhos para que a vida prossiga com sentido, dignidade e propósito.

Todo trauma deixa marcas. Algumas são passageiras; outras permanecem por toda a vida. Há sequelas emocionais, físicas, financeiras e, muitas vezes, uma combinação de todas elas. Cada pessoa reage de maneira diferente e, por isso, não podemos medir o sofrimento apenas pela natureza do acontecimento, mas pela repercussão que ele produz em sua existência.

Ao refletirmos sobre tantas experiências de sofrimento, percebemos que existe um elemento comum entre aqueles que conseguem reconstruir suas vidas: eles preservam, apesar das perdas, a capacidade de continuar realizando seu projeto de vida. Essa talvez seja a maior vitória sobre o trauma. Não significa negar a dor ou ignorar as sequelas, mas impedir que elas destruam a esperança e a disposição para seguir em frente.

Nem sempre essa caminhada acontece sem cicatrizes. Algumas sequelas desaparecem com o tempo; outras permanecem definitivamente. Ainda assim, enquanto a pessoa conservar a capacidade de pensar, amar, criar, aprender, manter vínculos afetivos e encontrar novos sentidos para viver, continuará sendo maior do que o trauma que sofreu.

Essa força superadora resulta da integração de diversos fatores. Ela nasce do equilíbrio interior, da capacidade de ressignificar a experiência vivida, das condições físicas possíveis em cada situação e do apoio recebido daqueles que caminham ao nosso lado.

A família, os amigos e todas as pessoas capazes de acolher com compreensão, respeito e solidariedade tornam-se parte fundamental desse processo. O acolhimento humano fortalece a esperança e favorece a reconstrução daquilo que parecia definitivamente perdido.

Para quem cultiva a fé, existe ainda uma fonte inesgotável de fortalecimento. A confiança em Deus ajuda a ressignificar o sofrimento, inspira coragem para enfrentar as dificuldades e permite encontrar sentido mesmo nas experiências mais dolorosas da existência.

Talvez esta seja a principal reflexão desta postagem: o maior desastre não é o trauma em si, mas permitir que ele destrua nossa capacidade de continuar vivendo com propósito. Enquanto permanecermos capazes de amar, servir, aprender, cultivar a esperança e construir novos horizontes, estaremos preservando aquilo que existe de mais valioso em nós. A verdadeira superação não consiste em apagar as marcas da dor, mas em transformá-las em fonte de crescimento e de fortalecimento da própria vida.

           Dr. Luiz Herminio de Aguiar Oliveira

 

 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

 

A Superação Espiritual do Trauma

A espiritualidade não desfaz o trauma, mas pode transformar seus efeitos sobre nossa existência.

 

Estou em uma fase da vida em que os acontecimentos — sejam tristes ou alegres — tocam profundamente a minha alma e me inspiram a compartilhar meus sentimentos com meus semelhantes, na esperança de que os ensinamentos que emergem dessas vivências possam contribuir para orientar suas jornadas existenciais.

Hoje, um fato nos convida à reflexão sobre o estágio ainda rude em que se encontra a humanidade. Uma pessoa boa, amorosa e sensível, tocada pela aparente dificuldade de alguém mais fragilizada em escolher um produto num supermercado, envolveu-se em um gesto genuíno de solidariedade, sem perceber que estava sendo vítima de uma armadilha criminosa. O que começou como um ato de compaixão transformou-se, subitamente, em aflição. Ao chegar ao caixa, constatou que sua carteira havia sido furtada justamente por aquela pessoa a quem procurou ajudar.

Além do trauma e de suas nefastas consequências, o fato revelou também a frieza do sistema. Apesar dos mecanismos de segurança existentes no supermercado, nada foi feito de imediato para socorrer a vítima e apurar os autores do delito, explicitando, mais uma vez, a complacência da engrenagem social com o crime. À vítima restou o peso das providências: registrar ocorrência, bloquear contas, alterar senhas e, posteriormente, enfrentar uma possível batalha jurídica para minimizar seus prejuízos, enquanto os responsáveis, na maioria das vezes, seguem impunes, perpetuando seus atos.

Situações como essa, que se repetem diariamente, atingem pessoas que nem sempre dispõem de condições emocionais, financeiras ou estruturais para lutar por seus direitos. Surge, então, a pergunta inevitável: como encontrar forças para superar uma realidade em que, à primeira vista, o bem parece ser vencido pelo mal?

Talvez não exista resposta que satisfaça a todos. No plano estritamente material, muitas circunstâncias parecem demonstrar que o crime compensa. Quando esse nível de compreensão se mostra insuficiente, resta-nos recorrer a uma dimensão mais profunda: a espiritual. É nela que podemos encontrar recursos para ressignificar a dor e vislumbrar interpretações que escapam ao alcance limitado do olhar material.

Esse fato fez-me recordar um ensinamento deixado por meu saudoso e sábio pai. Certa vez, um homem — caixa de banco —, em desespero por uma diferença em seu caixa e abandonado por todos a quem recorreu, procurou ajuda em nossa casa, sem qualquer vínculo conosco. Sensibilizado, meu pai decidiu acolhê-lo e ajudá-lo, apesar das incertezas.

Minha mãe, ao tomar conhecimento da decisão, ponderou com lucidez sobre os riscos: tratava-se de um desconhecido, possivelmente responsável pelo próprio problema, e que poderia não honrar o compromisso. Ainda assim, meu pai respondeu com uma lógica que transcendia o cálculo material. Afirmou que aquele homem, naquela condição, não encontraria mais ninguém disposto a ajudá-lo. E acrescentou: se não o ajudasse, os filhos daquele homem poderiam passar fome; mas, se o ajudasse e saísse prejudicado, confiava que Deus não permitiria que seus próprios filhos passassem necessidade.

Funcionário do Banco do Brasil e pai de 14 filhos, sem folga financeira para tal gesto, ele tomou um empréstimo para socorrer aquele homem. O sucesso dessa iniciativa foi parcial: o beneficiado superou sua crise e sua família não passou fome, mas não conseguiu honrar integralmente o compromisso, causando um prejuízo financeiro a meu pai, que conseguiu superá-lo sem comprometer a assistência integral aos seus filhos, os quais, mais tarde, se tornaram profissionais bem-sucedidos e respeitados na sociedade sergipana.

Diante desse exemplo familiar, não precisei recorrer a textos sagrados para compreender que os valores espirituais são soberanos sobre os materiais. O essencial é mantermos sintonia com nossa essência espiritual, para que possamos observar as dores e as injustiças do mundo material a partir de uma perspectiva mais elevada.

Essa compreensão não significa afirmar que o mal tenha sido vencido ou que a injustiça deixou de existir. Tampouco elimina a necessidade de buscarmos justiça e de lutarmos pelo aperfeiçoamento das instituições responsáveis pela proteção da sociedade, porque o trauma foi real, provocou sofrimento e pode deixar marcas profundas na vida da pessoa atingida.

Nestas situações, o verdadeiro desafio consiste em evitar que um episódio doloroso marque negativamente nossa trajetória de vida. A melhor forma de enfrentá-lo é ampliar nosso olhar a partir de uma perspectiva espiritualista. Assim, percebemos que, apesar da violência sofrida e do sofrimento experimentado, permaneceu preservado o bem maior: a capacidade de prosseguir na concretização do nosso projeto de vida. É dessa certeza que brota a força para superar o trauma, reconhecendo que depois do incidente, continuaram presentes as condições essenciais para seguir adiante, como a saúde, a família, a possibilidade de honrar os próprios compromissos e de reparar prejuízos materiais.

Essa visão nos permite acreditar que uma força superior nos guia e sustenta, mesmo em meio às adversidades, ainda que pareça não se manifestar segundo os critérios imediatistas da lógica humana. O que nos parece incongruente no presente pode estar inserido em uma ordem maior, cuja compreensão muitas vezes ultrapassa os limites da nossa percepção. A espiritualidade, assim, não apaga a dor nem modifica os fatos, mas transforma a maneira de vivê-los. É essa mudança de perspectiva que nos fortalece para seguir adiante, preservando a serenidade, a esperança e o compromisso com a construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário.

                                      Dr. Luiz Hermínio de Aguiar Oliveira

 

 

quinta-feira, 9 de abril de 2026

 A Doença como chamado à Reflexão

 

Hoje relembro um dia especial, não pela concretização de metas, mas pela compreensão do que realmente sustenta a possibilidade de realizá-las.

Naquele dia, orientava uma paciente na organização do seu projeto de vida. Era um cenário complexo, com múltiplas frentes interdependentes envolvendo a saúde familiar, desafios na área acadêmico-profissional e a realização de metas materiais. Tudo exigia harmonia, sincronia e precisão. Por um momento, parecia que havíamos encontrado o caminho ideal e bastaria seguir, etapa por etapa, aquilo que havia sido cuidadosamente planejado. Mas a vida, por vezes nos surpreende e interrompe o que julgamos estar sob controle.

E assim, na manhã seguinte, a paciente apresentou um distúrbio ocular inesperado. Um evento aparentemente simples, mas que, sob o olhar médico, trazia diversas possibilidades, desde alterações funcionais benignas até lesões orgânicas graves. Em poucos instantes, todos os projetos ficaram suspensos. O futuro, antes organizado, tornou-se incerto e tudo passou a depender da saúde.

Graças à sensibilidade de um amigo oftalmologista, foi possível realizar uma avaliação emergencial. Ao final da consulta, o profissional levantou a hipótese de um distúrbio funcional, possivelmente relacionado a uma contaminação química. Ainda não havia uma definição absoluta, mas existia um elemento fundamental, a possibilidade de recuperação e, com ela, a retomada da esperança de concretização do projeto previamente delineado.

Esse episódio nos conduziu a uma reflexão frequentemente negligenciada. A saúde é o principal fundamento para a realização de qualquer projeto. Sem ela, não há concretização, apenas planejamento e expectativa. Por isso, para termos sucesso em nossos empreendimentos, é imprescindível valorizá-la e compreendê-la de forma mais ampla, pois a saúde, não se restringe ao corpo físico, envolve também   a estabilidade psíquica e a harmonia espiritual.

Nesse contexto, a doença, mesmo quando decorrente de um distúrbio funcional transitório, representa um chamado à revisão de prioridades   e à valorização do presente. Com frequência, vivemos projetados no futuro, concentrados em metas, resultados e conquistas. Nessa busca, acumulamos tensão, ansiedade e, muitas vezes, sofrimento silencioso. Condicionamos a felicidade a algo que ainda não aconteceu e que pode, diante de imprevistos, não se concretizar.

Mas a vida acontece no agora. Cada dia vencido, cada desafio superado e cada momento em que seguimos adiante com integridade física e emocional constituem, por si só, uma vitória. Somos, na vida real, combatentes em uma guerra muitas vezes invisível. Ao longo dessa jornada, enfrentamos batalhas diárias e somos atingidos por traumas que deixam marcas, algumas discretas, outras profundas. Ainda assim, quando sustentamos nossa fé em Deus e perseveramos na busca dos nossos ideais, encontramos forças para superar o sofrimento e seguir adiante. Cada obstáculo vencido torna-se uma vitória silenciosa, e é esse espírito de resistência, confiança e continuidade que deve inspirar a nossa caminhada na vida.

Assim, ao final do dia seguinte , embora nenhuma meta concreta tivesse sido atingida, ainda assim foi um dia de vitória e felicidade, pois foi preservada a capacidade da paciente de continuar lutando com saúde, serenidade e fé em Deus, na busca da concretização de seus sonhos, independentemente das incertezas do caminho.

 

                            Dr. Luiz Hermínio de Aguiar Oliveira

quinta-feira, 5 de março de 2026

 

Os anjos nos corredores da vida

 

Esta reflexão nasceu de uma experiência pessoal: 23 dias ao lado do meu neto em uma UTI. Foram dias em que a ciência, os protocolos e a competência profissional foram fundamentais para sua recuperação. A todos os profissionais envolvidos, minha profunda gratidão.

Mas essa vivência revelou algo que vai além da tecnologia, das normas e da estrutura. Mostrou que a verdadeira alma de uma instituição não está em seus equipamentos ou em suas normas. Está nas pessoas, na forma de pensar, agir e, principalmente, na forma de sentir.

Assim, em ambientes onde o procedimento é essencial e a ciência é soberana, às vezes surgem aqueles que conseguem ir além do esperado. Pessoas que percebem a angústia no olhar, que oferecem uma palavra no momento certo, que fazem um gesto que não está escrito em nenhum manual.

Essas atitudes não substituem a ciência. Elas a humanizam. Foi assim que, ao longo daqueles dias, encontramos verdadeiros anjos — pessoas que, de forma discreta e muitas vezes anônima, trouxeram luz em momentos de grande aflição.

Essa vivência nos levou a refletir. Anjos não são necessariamente seres celestes. Podem ser pessoas comuns que, movidas por amor, tornam-se instrumentos de cuidado, orientação ou socorro ao seu próximo no momento certo. Podem ser profissionais experientes ou pessoas simples. O que os define não é a posição hierárquica. É a disponibilidade interior. Muitas vezes, essas intervenções surgem como uma intuição, um impulso de agir, uma percepção que não estava prevista pela lógica formal do sistema. Sob uma perspectiva espiritual, talvez isso aconteça porque o amor amplia a nossa consciência e nos torna instrumentos do bem a serviço do semelhante. Mas para que esses "anjos" sejam ouvidos, é preciso ter humildade e discernimento para integrar sensibilidade e razão.

Talvez você já tenha sido ajudado por um anjo e não percebeu e, talvez, em algum momento, você mesmo tenha sido um deles. Porque, quando alguém age movido por amor, não é apenas iniciativa humana — e sim um canal de expressão da providência divina.

A espiritualidade não compete nem substitui a ciência. Ela amplia o seu horizonte. Que bom quando a humildade nos permite ter este discernimento!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

 O mapa da alma e o destino humano


 A reflexão que apresento aqui nasceu da minha formação em Consciência Energética Integrativa, inspirada na linha filosófica desenvolvida pela Barbara Brennan School of Healing (Estados Unidos), que aborda o ser humano como um conjunto de campos energéticos em constante interação com o universo. Essa incursão aproximou-me da psicologia analítica de Carl Gustav Jung, permitindo compreender a dinâmica interna da mente e o modo como ela se organiza e se transforma. Além disso, a psicologia junguiana oferece uma estrutura simbólica e clínica apropriada para entender como as forças internas da psique moldam o comportamento humano e influenciam o seu destino. A partir dessa união entre a visão energética e a psicodinâmica junguiana, compartilho aqui, de maneira simples, o nosso entendimento sobre como o mapa da alma influencia o destino humano.

A psicologia analítica junguiana nos convida a imaginar que cada pessoa carrega, em sua psique, um grande território constituído de várias unidades funcionais que em sua totalidade, pode ser compreendido como um verdadeiro “mapa da alma”. Assim como um país possui sua capital, suas cidades e seus territórios — alguns ainda desconhecidos —, a psique humana também é composta de áreas conscientes, áreas semiconscientes e zonas profundas que ainda não foram exploradas.

Segundo Jung, a capital, nesse mapa, é o ego: o centro de decisões, a parte de nós que organiza a vida cotidiana, escolhe caminhos e interpreta o mundo. As cidades representam diferentes complexos emocionais, memórias, desejos, medos e instintos que coexistem e influenciam nossas atitudes. Há ainda territórios pouco visitados, onde se escondem talentos, potenciais criativos e conteúdos simbólicos que aguardam integração.

Assim como um país precisa de organização e diálogo entre suas partes para funcionar bem, a alma também exige harmonia entre suas diferentes instâncias para gerar saúde e bem-estar. Quando há integração harmônica, sentimos clareza, equilíbrio e coerência na vida. Quando há conflito entre regiões internas, surgem confusões, padrões repetitivos, crises e perda de direção. Isso significa que o estado do mapa orienta nossas decisões externas. Portanto, qualquer mudança interna, mesmo pequena, altera o curso das escolhas e, consequentemente, modifica o destino humano.

Jung entendia o destino como um campo de possibilidades que se reorganiza continuamente. Não se trata de um caminho fixo, mas do resultado da interação entre nossas predisposições internas, nossas experiências, a cultura que nos molda, nossas escolhas diárias e os processos inconscientes que agem silenciosamente.

Além da história pessoal, Jung descreveu o inconsciente coletivo, uma camada mais profunda que contém símbolos, imagens e estruturas psicológicas compartilhadas pela humanidade. Ele influencia decisões, intuições, medos e impulsos que às vezes parecem não ter origem na nossa biografia. Quanto maior a consciência, mais conseguimos transformar essas influências em sabedoria e criatividade, em vez de repeti-las de forma automática.

Para Jung, existe ainda um aspecto essencial: a dimensão espiritual. Não no sentido de uma religião específica, mas como uma conexão viva entre o ego e o Self — a parte mais profunda, sábia e integradora da alma. Quando essa sintonia espiritual se fortalece, o indivíduo passa a perceber com mais clareza seu propósito, suas prioridades e sua direção de vida. As decisões se tornam mais coerentes, a existência ganha sentido e o destino se alinha a algo interno e verdadeiro.

Esse mapa, portanto, influencia o destino humano. Nossas forças internas podem criar caminhos construtivos, criativos e expansivos — ou repetir padrões limitantes, medos e impulsos que parecemos carregar sem saber de onde vieram. A consciência, ao iluminar essas dinâmicas, permite-nos ajustar rotas, transformar velhos condicionamentos e alinhar nossa jornada pessoal com aquilo que sentimos ser o nosso propósito. Assim, o destino deixa de ser apenas algo que acontece e passa a ser, em grande parte, um processo de participação ativa, no qual energia, consciência e escolha se harmonizam.

 

Obrigado

 

Luiz Hermínio de Aguiar Oliveira


quinta-feira, 29 de agosto de 2024

 A importância de um guia espiritual



             No nosso cotidiano quando queremos adquirir alguma  habilidade especial, com certeza iremos alcançá-la mais    facilmente se procurarmos um professor qualificado para nos orientar.  Evidentemente que podemos atingir este objetivo sozinhos, como autodidatas, mas isto em geral torna o caminho mais difícil e na maioria das vezes cheio de idas e vindas pela falta de alguém mais experiente para nos orientar.  Portanto, depreende-se que, se nas nossas conquistas materiais sentimos a necessidade de alguém que possa nos orientar, com muito mais razão haveríamos de concluir pela importância de contarmos com um mentor para orientar nossas decisões no campo espiritual. Eu, na minha trajetória existencial, sinto-me privilegiado por ter contado sempre com a orientação dos mais pais em todos os estágios da minha vida e, na administração da Universidade Federal de Sergipe (UFS), com alguns fieis amigos que foram meus valiosos conselheiros. Alguns destes preciosos orientadores já passaram para eternidade, e mesmo que estivessem presentes fisicamente entre nós, nem sempre estariam disponíveis para aconselhar-nos no enfrentamento das adversidades da vida, então a quem recorrer?  Acredito, que deveríamos recorrer ao nosso guia espiritual e nesta perspectiva discorrerei de forma resumida minha visão sobre o que é um guia espiritual e seu papel em nossas vidas, desatrelado de qualquer viés doutrinário, procurando tão somente expressar aquilo que sinto e que aprendi na minha incursão espiritual.

Os guias espirituais são seres de luz, capazes de nos orientar no cumprimento de nossa missão de vida. Eles estão em níveis variados de consciência, portanto podem ser acessados de acordo com o nosso padrão vibratório. Podemos nos   comunicar com eles a qualquer momento e podem nos passar orientação através de várias formas, sendo as principais a meditação e a oração.  Eles se revelam através de pensamentos que parecem surgir do nada, mas contém informações importantes para nos ajudar a tomar decisões e nos trazem uma sensação de paz quando as cumprimos, e permanecemos agoniados quando as ignoramos. Através desta comunicação, despertam nossa intuição e inspiração para solução de problemas que nos pareciam insolúveis.   Esta conexão funciona como um aconselhamento oriundo de alguém mais sábio do que nós, portanto num nível de consciência mais elevado que o nosso, consequentemente se naquele momento de aflição, conseguirmos controlar o estresse e procurarmos através da oração ou da meditação elevarmos nosso padrão vibratório, abriremos uma janela em nossa consciência para ouvirmos uma orientação espiritual elevada. Todavia, quando nos descontrolamos emocionalmente, baixamos nosso padrão vibratório, dificultando a conexão com espíritos elevados, podendo inclusive sofrer influência de espíritos de baixa vibração, agravando o desfecho da situação. Trata-se, portanto, de um processo de ressonância energética/espiritual que revela a importância de mantermos elevado o nosso padrão vibratório através de um comportamento sintonizado com os valores espirituais universais e com a pratica regular da oração e da meditação

A inspiração para escrever este texto, adveio de uma situação que tem se repetido com frequência no meu dia a dia. A última vez que aconteceu, era um dia de domingo e eu confraternizava com a família uma data especial, quando recebi a ligação de um paciente ansioso com o seu estado de saúde.  Afastei-me um pouco do ambiente para poder conversar mais reservadamente com ele,   mas mesmo assim o teor  minha conversa  foi percebido por um  familiar,  que me indagou se não seria mais adequado encaminhar o paciente para um serviço de pronto atendimento,  o que  parecia óbvio , no entanto a solução não era razoável para o caso em tela, uma vez que aquele paciente acabara de ter alta de uma urgência hospitalar,  após ter sofrido um crise hipertensiva,  que ainda não estava devidamente controlada, e ele tinha medo de vir  a  sofrer um “derrame” ( acidente vascular cerebral). Eu fui contagiado pela apreensão do paciente e pedi-lhe que medisse sua pressão e me informasse os valores apurados através do WhatsApp e assim comprometi preciosas horas do meu lazer naquele festivo domingo, tentado evitar que o pior acontecesse com meu interlocutor.

O fato relatado acima suscitou a seguinte reflexão:   teria sido está a escolha mais acertada no encaminhamento do caso? Do ponto de vista racional, pareceria que a   atitude mais sensata seria recomendar o retorno do paciente ao setor de urgência, isto me livraria das responsabilidades sobre o desfecho do caso e me permitiria curtir a confraternização familiar de forma mais tranquila. Mas este não foi o sentimento que tomou conta de mim alma naquele momento, algo me dizia ser melhor tentar complementar o tratamento domiciliarmente e se não houvesse uma resposta satisfatória recomendaria o retorno do paciente ao setor de urgência e assim o fiz. Graças a Deus, com as mudanças que fiz na prescrição, a pressão começou a ceder e o quadro do paciente foi normalizando gradativamente. No entanto apesar da situação ter sido controlada com sucesso, fui dormir com este questionamento na cabeça sobre a atitude assumida. Procurei relaxar e meditar sobre o tema e algum tempo depois brotou na minha mente uma mensagem tranquilizadora direta e profunda: “amai ao próximo com a si mesmo”. Então tive a sensação de que minha atitude naquele momento fora correta, pois postergar o atendimento, através de um retorno hospitalar, cuja a assistência poderia não ser imediata, face ao tempo de deslocamento, o protocolo de atendimento   e o volume da demanda do serviço de urgência poderia complicar o caso e o agravamento da situação, e incapacitar o paciente para o resto da vida , acarretando prejuízos irreparáveis para o conjunto de sua família.

 No  meio daquela  da meditação , fui induzido a refletir  sobre  a segunda parte da mensagem:  amar a si mesmo.  Naquela oportunidade aflorou em minha mente a compreensão, de que deveria saber filtrar cuidadosamente as situações que poderia socorrer emergencialmente, sem assumir responsabilidades que pudessem comprometer a minha reputação profissional e também prejudicar horas preciosas do meu convívio familiar.  Esta orientação parecia vir de um lugar acima do meu nível de consciência e de alguém que parecia me conhecer profundamente e que tinha preocupação em restaurar a minha paz. Esta voz oculta que parece vir do mundo espiritual se comporta como um mentor com mais experiência, inteligência e visão de mundo do que a nossa e portanto com capacidade de nos orientar sobre a melhor decisão a tomar em situações conflituosas.

 Situações como esta ocorreram inúmeras vezes na minha vida depois da minha incursão na área espiritual e então passei a crer na existência deste mentor e abri uma janela na minha alma para colher suas orientações.  E assim, num momento de grande comoção pelo diagnóstico de câncer em minha mãe, através de uma meditação recebi uma orientação que revolucionaria a trajetória da minha vida, incluindo uma mudança na minha linha de atuação profissional, que a partir dali passaria a ser focada na busca da integração da ciência e espiritualidade em prol da saúde humana. Nesta perspectiva, após ter exercido o cargo de reitor da Universidade Federal de Sergipe, fiz curso área de consciência energética integrativa que culminou com a criação do Espaço Renascer que hoje presta relevantes serviços a uma parcela de doentes em que a medicina convencional, as vezes nada mais tem a oferecer. Nessa nova linha de atuação profissional comprovamos a importância de um mentor espiritual para a orientação quanto as decisões sobre o nosso destino, conforme explicaremos a seguir.

O nosso cérebro é sede da personalidade e se constituí o nosso centro de decisão fundamentado no raciocínio lógico. Já o nosso coração, sede da alma, representa o nosso centro de decisão fundamentado nos nossos sentimentos mais profundos relacionados ao nosso espirito. Nesta linha de raciocínio podemos inferir que o nosso cérebro comanda nosso eu inferior ligado a terra e portanto sujeito a influência de suas demandas e normas vigentes. Ou seja, por meio   deste centro decidimos segundo as nossas necessidades de adaptação a sociedade visando reduzir prejuízos ou obter vantagens e assim nem sempre esta decisão está sintonizada com os princípios espirituais que respeitamos.  Já o nosso coração está sintonizado ao nosso eu superior (eu verdadeiro) ligado a Deus, portanto representa a expressão dos nossos verdadeiros sentimentos relacionados a nossa essência espiritual. Quando não conseguimos conciliar estes dois centros, ocorre um desequilíbrio no nosso campo de energia que resultará em mal estar físico ou psíquico, daí a importância de tentarmos conciliar a atuação destes dois centros em nosso processo de tomada decisão, visando preservar a nossa saúde e a nossa paz. Todavia, devemos reconhecer que isto nem sempre é uma tarefa fácil e as vezes parece impossível de concretizá-la, sobretudo quando não se tem a consciência precisa das consequências destas decisões para o equilíbrio psicofísico do ser humano, daí a importância de ouvirmos nossa voz superior (nosso guia) visando assumir    atitudes mais acertadas e benéficas para nós e para a sociedade de em geral.

                                            

                                                   Dr. Luiz Hermínio


quinta-feira, 26 de outubro de 2023

 

O  Grande Homem e a família dos Hermínios


No próximo dia 14 de novembro às 19 hs (terça feira) no salão do Bar Varanda do Iate estaremos lançando o livro “ O Grande Homem”. Trata-se da biografia do meu pai, Luiz Alves de Oliveira, casado com Maria Hermínia de Aguiar Oliveira (Neném) exemplo de um amor eterno que, como meu pai descreveu em seu diário, fora um amor sobrenatural, um amor que estava além da compreensão humana. Minha mãe foi para nós uma dádiva de Deus, uma pessoa extremamente talentosa, carinhosa, conciliadora e cuja virtude maior era a solidariedade humana, qualidade esta também registrada na biografia de meu pai. Neste livro procuramos revelar toda a paixão, respeito e admiração que meu pai nutria  por minha mãe. Também destacamos o gosto e o zelo com que ambos cuidaram da família - uma numerosa prole de 14 filhos. Se preocuparam com o nosso desenvolvimento integral, nos proporcionando acesso a ciência, cultura e lazer e sobretudo souberam nos ensinar a valorizar no dia a dia da vida a solidariedade humana, a espiritualidade e o respeito aos valores morais, cujos detalhes desta nobre missão são descritos no livro em tela. A maior expressão do amor que meu pai nutria por minha mãe, está consubstanciada na magistral ideia que teve de dar a todos os seus filhos um nome composto, em que o segundo nome sempre seria Hermínia ou Hermínio, gerando assim a Família dos Hermínios, que tem se destacado na sociedade sergipana não só pela eficiência técnica nas áreas  que abraçaram mais sobretudo pela expressão de solidariedade humana e amorosidade decorrentes da educação proporcionada pelos seus pais. Um outro aspecto que registramos no livro é a devoção da nossa família ao Papa Pio XI, para nós considerado como um santo, em função de milagres que alcançamos através da sua intercessão, tornando nosso pai um incansável defensor da sua canonização.  Em função dessa especial devoção, nossa família decidiu homenageá-lo nomeando as instituições profissionais criadas pelos Hermínios como Organizações Pio XII.

Quanto aos aspectos pertinentes a biografia do meu pai, por uma questão de objetividade, valemo-nos do resumo do livro apresentado na sua contracapa, para lhes dar uma ideia do conjunto da obra.  Espero contar com presença de todos no lançamento do livro sobretudo daqueles que valorizam a família, o amor e a espiritualidade humana

Resumo do livro:

 Este livro conta a história de Luiz Alves de Oliveira, um menino de origem humilde que, com os recursos que recebia como entregador de carvão, por uma inspiração divina, decidiu comprar os livros adotados pelos professores de sua escola, para se aprimorar e ensinar aos seus colegas de turma, a fim de complementar os recursos para a sua subsistência. Nesta senda, se tornou professor de português, francês, inglês, matemática. O hábito de eterno estudante, o tornou uma pessoa muito culta e intelectualmente preparada para enfrentar com maestria todos os tipos de adversidades da vida. Mas não foi só está característica que o fez se tornar um “Grande Homem”, foi sobretudo um elenco de virtudes que possuía e que são detalhadamente descritos neste livro como:  o hábito de registrar tudo em sua agenda pessoal, a valorização da meritocracia, da objetividade e eficiência, o poder do pensamento positivo e sobretudo o elevado espirito de solidariedade humana e a inabalável fé em Deus.  Uma demonstração inequívoca do brilhantismo de sua trajetória de vida foram os inúmeros “cognomes honoríficos“ que recebeu da sociedade pela proficiência das suas atuações como:  o Protetor de todos, o Solucionador de Problemas, o Advogado dos Humildes, o Guerreiro do Cooperativismo e o Salvador do Treze. Por tudo isso, este livro se constitui uma minienciclopédia sobre os atributos indispensáveis para vencer as adversidades da vida, por esforço próprio, e se constituir num cidadão, com qualidades intelectuais, morais, e espirituais, capaz de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

 Obrigado.  Até lá

Dr. Luiz Hermínio de Aguiar Oliveira

 

 

 

 

sexta-feira, 7 de julho de 2023

 O Núcleo de Deus no Cérebro Humano

 
      Um dia desses estava na urgência de um hospital desta cidade prestando assistência a uma amiga/paciente, que sofrera um traumatismo craniano por queda em seu domicílio. Num determinado momento, quando a situação parecia sob controle, a paciente passou a apresentar subitamente um quadro de agitação psicomotora e agravamento dos seus sinais vitais. Naquele momento de aflição, quando eu iria sugerir a colega plantonista uma intervenção medicamentosa mais agressiva para conter aquela assustadora crise, eis que sua filha,  muito tensa, parecendo expressar ingenuidade, mas com certeza sua elevada fé em Deus disse, mãe vamos rezar e começou: Ave Maria cheia de graças...Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita vossa vontade assim na terra como nos Céus... ... Salve, Rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve!... A medida que a sequência de orações foi avançando a paciente foi acalmando progressivamente e adormeceu sem auxílio de nenhuma intervenção medicamentosa.

Este episódio me fez reforçar a convicção de que “um núcleo de Deus” presente no cérebro da paciente fora estimulado com aquelas orações e produziu aquele surpreendente resultado. Nesta perspectiva, como professor aposentado de Fisiologia Humana da Universidade Federal de Sergipe, não hesito em afirmar que estou defendendo um ponto de vista cientificamente sustentável. Senão vejamos:  é conhecimento cientificamente consolidado que nosso cérebro tem áreas sensoriais especializadas na identificação de determinados estímulos específicos tais como audição, gustação, visão, olfação cujo nome tem a ver com as funções especificas que realizam. Portanto nada mais razoável admitir que um núcleo cerebral que é sensível a uma mensagem espiritual seja considerado e denominado um “Núcleo Espiritual” ou “Núcleo de Deus” como tem sido divulgado em algumas publicações cientificas. Aliás este entendimento, de que há uma área cerebral que reúne um conjunto complexos de sinapses cerebrais especialmente sensíveis aos estímulos relacionados à espiritualidade tem sido cientificamente comprovado por exames de imagem conforme demonstrado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, coordenados pelo neuroradiologista Jeff Anderson (1). Eles, realizaram um experimento com 19 jovens e adultos que seguiam a religião Mórmon. Nesse período, seus cérebros foram escaneados usando um equipamento de ressonância magnética. Os resultado dos  exames revelaram que os sentimentos espirituais ativaram o “Núcleo Accumbens”, região responsável pelo processamento dos circuitos de recompensa e que também era ativada por outras experiências como amor, a música  e  sexo. E também constataram que:  Quando os participantes foram instruídos a pensar sobre um ‘Salvador’, sobre estar com suas famílias eternamente, sobre recompensas celestes, os seus cérebros e corpos responderam fisicamente” (Michael Ferguson, coautor do estudo.)

Portanto, a questão principal em discussão na atualidade é se este núcleo seria uma criação da mente humana ou se nascemos com ele como um desígnio do criador. Ou seja, se o criador nos haveria distinguido das demais espécies nos concebendo com um núcleo cerebral capaz de sentir a nossa ligação espiritual com Ele. Neste campo de reflexão destacam-se duas correntes de pensamento. Uma defendida pelos espiritualistas e outra pelos materialistas.  O ponto crucial de conflito destas duas correntes está relacionado a compreensão se a mente seria produto do cérebro por conseguinte de sua bioquímica ou a mente seria algo imaterial que transcende os limites do cérebro e que teria alcance inimagináveis.

Para os que acreditam que a mente é produto de reações químicas cerebrais, o instigante fato relatado acima seria resultado de um processo de desenvolvimento da fé, trabalhada ao longo da vida pela nossa estimada amiga. Com certeza, neste caso eu poderia confirmar que este processo realmente existiu. Trata-se de uma pessoa que sempre buscou em Deus a força para superar suas adversidades. E este núcleo repetidamente exercitado na caminhada da vida produziu naquele momento a resposta compatível com a fé em Deus que sempre nutriu ao longo da sua existência. Mas a questão mais importante que não pode ser desprezada é se este núcleo já existia dentro dela e foi desenvolvido com o exercício da fé em Deus ou se ele foi gerado a partir da pratica espiritual frequente. Para investigarmos esta questão torna-se necessário avançarmos além dos limites da neurofisiologia e fazermos uma incursão na história de nossos antepassados, sua origem e sua evolução.

Nesta senda, ao nos debruçamos sobre a história de escravizados, indígenas e diversos povos que cronologicamente nos antecederam vemos que muitas vezes estas populações são avaliadas de forma preconceituosa e são estigmatizados como primitivos, culturalmente inferiores e até selvagens. Porem se nos despojarmos do olhar colonialista, veremos que todos esses povos originários tinham rituais e práticas espirituais elevadas e relações estreitas com suas divindades. Portanto a história isenta de preconceito nos revela que precedendo a civilização, o homem primitivo acreditava na existência de uma dimensão que transcendia os limites do mundo material e que alimentaram suas crenças,  mitos,  cultos e deuses.

Por outro lado, ao aportarmos a essa discussão a teoria da evolução das espécies (Charles Darwin) vamos nos defrontar  com uma questão polêmica envolvendo a ciência e a religião, pois segundo esta teoria é o ambiente, por meio de seleção natural, que determina a característica do indivíduo que o tornaria mais bem adaptado ao local em que vivia  e portanto com maiores chances de sobrevivência se contrapondo portanto aos ensinamento bíblicos, segundo os quais o homem, assim como tudo o que existe no Universo, é criação de um ser superior e segue os seus desígnios.

  Segundo a teoria evolucionista o “Homo Sapiens Sapiens”, nome dado à espécie dos seres humanos, evoluiu a partir do Homo erectus, espécie antecessora que surgiu há cerca de 1,5 milhões de anos e já possuía características fisiológicas bastante semelhantes ao do homem moderno. Antes do seu surgimento, aproximadamente 300 mil anos atrás, outras subespécies de “Homo Sapiens” habitaram a Terra, no entanto apenas o “Homo Sapiens Sapiens” conseguiu sobreviver.  Não se sabe exatamente a causa deste feito, no entanto a maioria dos pesquisadores defende que, provavelmente a capacidade do “Homo Sapiens Sapiens” de pensar e criar, os capacitou para responder de diferentes formas às diferentes situações adversas, constituindo-se fator decisivo para sua sobrevivência.

Para os espiritualistas o “Homo Sapiens Sapiens”, dominou todas as outras classes por uma inteligência especial, ilimitada, que lhe dá a consciência do seu futuro, a percepção das coisas imateriais e o conhecimento de Deus. Ou seja  a natureza espiritual do homem exerceu predomínio sobre sua natureza  material  capacitando-o  a vencer os desafios para sua sobrevivência e experimentar em sua consciência a sensação  da perenidade. Esta linha de raciocínio nos permite defender a idea de que o surgimento do núcleo da espiritualidade na espécie humana possa ter se constituído no marco mais importante da evolução da nossa espécie extrapolando as suas características biológicas adaptativas. Esta característica surgida num determinado momento da nossa cadeia evolutiva nos distinguiu de todos as outras criaturas ao possibilitar a interação criatura/criador através de processos espirituais como a oração. Sem sombra de dúvidas esta capacidade amplia a possiblidade de superar desafios e encontrarmos soluções em situações que parecem intransponíveis, por nos permitir acessar forças que transcendem os limites do mundo material .

Pelo exposto, creio que nascemos trazendo uma caraterística única entre todas as espécies, uma área cerebral sensível a estímulos espirituais, que possibilita fazermos uma ponte com o mundo imaterial. Esta capacidade ao nosso ver é o nosso potencial divino, que poderá ser desenvolvido ou não pela prática espiritual. Lamentavelmente, pelas amarras do mundo material, ao invés de aprendermos a desenvolvê-la, aprendemos a bloqueá-la.  Mas, com certeza esta qualidade faz parte da nossa essência e felizes aqueles que num momento de aflição, conseguem fazer uma ponte com Deus, acessando forças poderosas que transcendem o nosso conhecimento e são capazes de produzir resultados que a ciência muitas vezes não consegue explicar.

 ______________________________________________________

(1)Religious Experiences Activate Same Brain Pathways As Sex And Drugs - https://www.iflscience.com - published November 29, 2016

 

 

sábado, 29 de abril de 2023

  O PROJETO DE CURA PESSOAL

 

                                               Introdução

Tudo no mundo é energia e tudo que acontece fica registrado no campo de energia universal. Estes registros influenciam nossos campos de energia de acordo com a proximidade dos fenômenos que acontecem em nosso círculo relacional, portanto somos todos afetados por tudo que acontece aos nossos semelhantes, pois somos campos de energia integrados ao universo e tudo se comunica produzindo reflexos positivos ou negativos em nossas vidas.

Se admitirmos que não somos apenas uma máquina biológica maravilhosa, mas sim um espirito que habita um corpo que pensa e que sente e que pensamentos e sentimentos são formas de energia que impressionam o campo de energia individual e modificam o campo de energia universal deduziremos que não somos consequência apenas da nossa constituição genética, mas sim de uma complexa trama energética universal

Este ideia está em sintonia com o pensamento expresso por Francis Collins Chefe do Projeto Genoma Humano (1) no seu livro  “A linguagem de Deus” : ...“ a meu ver apenas a sequência de DNA , mesmo acompanhada por um imenso  baú do tesouro com dados sobre funções biológicas nunca irá esclarecer determinados atributos  especiais dos seres humanos , como o conhecimento da lei moral e a busca universal por Deus”   e  acrescenta: “ ... este  estudo ajuda a revelar como o nosso genoma dá origem às nossas características biológicas, mas a história da humanidade não está escrita apenas nos genes. Além da história genética, nós possuímos uma história pessoal. Sabemos que o estudo do nosso genoma não pode nos dizer como nosso ambiente pessoal (relações, culturas e histórias) nos formam como pessoas”

Desenvolvimento humano

O processo de desenvolvimento humano é um processo gradativo que se inicia por ocasião do nascimento. Em verdade a pessoa vai se revelando progressivamente como uma planta, cuja semente ao produzir o primeiro broto ainda não   expressa todas as suas características, mas sim um potencial para revelá-las.

Se analisarmos detalhadamente o desenvolvimento do embrião humano é impossível não sentirmos que há uma programação oculta dirigindo o processo. E, não tem logica imaginar que ele se encerra com o nascimento pelo contrário é mais razoável admitir que ele se prolonga por toda a vida. Acreditamos que esta programação não se restringe apenas aos aspectos biológicos, mas também ao desenvolvimento da personalidade humana. Como cada pessoa tem sua individualidade cremos também que cada criatura é guiada por um centro imaterial/energético   específico que segundo algumas crenças religiosas seria o nosso espirito.

Este centro transmite   continuamente vibrações para o nosso corpo atravessando camadas mais sutis do campo de energia até alcançar as camadas mais densas do corpo físico contribuindo para o desenvolvimento físico e espiritual do ser humano. É um processo dinâmico permanente que corre por fases de acordo com ativação sucessiva dos nossos centros de energias (chacras). Cada chacra ativado proporciona oportunidade de expansão da consciência e de desenvolvimento da personalidade. Esse processo é dirigido pelo nosso eu superior, mas o indivíduo tem o livre arbítrio de seguir ou não essa orientação. As vezes somos forçados pelas circunstâncias ou preferimos seguir as decisões do nosso eu inferior vinculado às demandas e cobranças do mundo material.  Esse conflito gera bloqueio no fluxo de energia vital do nosso corpo que depois de um determinado tempo produzirá doenças físicas ou psíquicas 

Os níveis energéticos do nosso corpo devem estar alinhados de forma a cumprir harmonicamente nosso propósito de vida como a sintonia das sete notas musicais na execução de uma música. Os nossos sintomas físicos ou psíquicos têm origem remota e decorrem de desequilíbrio no fluxo de energia vital em consequência de  um desalinhamento do plano espiritual com o plano material na execução de nossas ações. O estudo dos sintomas nos possibilita identificar os níveis de energia perturbados e consequentemente tentar descobrir as causas das perturbações e buscar através de práticas energéticas apropriadas o reequilíbrio energético do individuo.

O projeto de cura

O projeto de cura tem como objetivo primordial a harmonização corpo, mente e espirito, visando melhorar a qualidade e vida do paciente como um todo e não apenas curar uma doença especifica. Ele é um processo de aprendizado e crescimento que se prolonga por toda a vida

O projeto de cura pessoal é um dos pilares da medicina energética que praticamos no dia a dia do nosso consultório. A construção desse projeto tem como ponto de partida o diagnóstico da situação geradora da enfermidade do ponto de vista holístico, envolvendo não só os aspectos clínicos (físicos e psíquicos) mas sobretudo as condições dos níveis energético e espiritual. A partir utilização de exercícios bioenergéticos, meditação, relaxamento e técnicas de neurolinguística buscamos modificar o padrão vibratório do corpo humano visando dissolver bloqueios que impedem o fluxo normal de energia vital restaurando o equilíbrio energético e consequentemente a saúde do paciente. Este processo incorpora todos os subsídios oferecidos pelos avanços da medicina convencional e tem ajudado muitas pessoas portadoras de doenças crônicas, algumas consideradas incuráveis ou minorar significativamente seus sofrimentos melhorando substancialmente sua qualidade de vida

Para o entendimento adequado deste tema torna-se necessário a compreensão mais completa da estruturação do corpo humano levando em consideração não apenas suas características  físicos e funcionais  , mas sobretudo sua organização energética, conforme planejamos abordar em nossa próxima palestra (27/05/23) que versará justamente sobre o tema objeto desta postagem  Este evento  marcará a retomada de nosso ciclo de palestras após a pandemia (Programa de Autodesenvolvimento Renascer ).  Os interessados em assisti-la poderão inscrever-se através do contato de nossa clinica repassado abaixo

_______________________________________________________________

(1)  Mapeamento da sequência química total do  DNA Humano

(2)  A linguagem de Deus” - Francis Sellers Collins ,  Editora Gente 2007 - 6ª Edição)